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sábado, 9 de abril de 2011

Reunião PSOL Almirante Tamandaré - Abril 2011

O Partido Socialismo e Liberdade realizou no dia de hoje reunião ordinária com militantes e simpatizantes. A reunião tratou de temas como conjuntura política nacional, estadual e municipal, e também formação política. Convidamos a toda a comunidade a participar das reuniões do PSOL Tamandaré, sempre realizadas no segundo sábado de cada mês, às 19:30 hrs, na Rua Alberto Piekas, 420, Jardim Graziela - Alm. Tamandaré.


Companheiros da esquerda: Júlia, Marcelo, Eliseu, Marcio e Pedro.

Companheiros: Pedro, Wagner, Piva e Neto.

Companheiros Piva e Neto



Portal TudoTamandare entrevistou Professor Piva

O conhecido portal web da cidade de Almirante Tamandaré - TudoTamandaré.com.br - entrevistou o presidente municipal do PSOL na última semana.



ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O PROFESSOR PIVA


Luiz Romero Piva é Professor, presidente do PSOL – Partido Socialismo e Liberdade; já foi vereador, candidato a prefeito no município. Na eleição de 2010, candidatou-se ao Senado.

TT - Professor Piva, conte-nos um pouco sobre sua vida antes da política. Origem familiar, infância e juventude.

Piva: Nasci na região noroeste do Paraná, vivi até os 7 anos numa área rural próxima a Cianorte. Em seguida mudei para a região de Umuarama, atual município de Ivaté, onde trabalhei na lavoura de café até os 19 anos, quando vim prestar o serviço militar em Curitiba e no ano seguinte fiquei na capital para tentar uma vaga na universidade, o que acabou acontecendo e em 1988 conclui o curso de sociologia e me tornei professor, me estabelecendo em Almirante Tamandaré.

TT - Quando foi que começou a atuar na área política?

Piva: Ainda na roça em grupos de jovens da igreja católica e depois no movimento estudantil. Em sindicatos tive participação na fundação do Sindaspp como funcionário da Ceasa, tendo liderado uma greve na empresa em 1988. Depois passei a atuar no movimento popular em Tamandaré em lutas como a de 1989 contra instalação de um lixão no Novo Horizonte, depois a luta chamada de SOS agua, onde se reivindicava um melhor fornecimento, dado que em 1990 era um dia com agua e dois sem. Estive junto no movimento do transporte coletivo, época dos chamados ônibus pirata e na conquista da integração da linha hoje chamada de Cabral Tamandaré. Encerro aqui as citações pois tiveram inúmeros outros movimentos para dizer que a politica partidária estava em segundo plano, embora tenha ajudado na fundação do PT e nesse partido militado até 2007, quando ingressei no P-SOL.

TT - Em Almirante Tamandaré, o senhor já exerceu mandato de vereador. Como o senhor analisa a atuação do legislativo municipal - tanto no período onde esteve atuando na Câmara de Vereadores, como também nos últimos anos - no sentido de cumprir o seu papel efetivo: legislar e fiscalizar o executivo?

Piva: Fui vereador entre 2001 e 2005 e, modestamente, devo dizer que fui pioneiro na História da cidade atuando conforme deveria ser, ou seja, cumpri rigorosamente a constituição sendo fiscal e apresentando e defendendo teses do interesse da maioria. Lembro, como exemplo da minha atuação, que fui o primeiro a denunciar o turismo com dinheiro público para praias do nordeste brasileiro. Mais ainda fui o único a não ter funcionário fantasma. Desde minha saida da Câmara só tivemos vereadores fisiológicos, todos atrelados e comprometidos com o poder econômico e de costas para o povo. Um belo exemplo é que em 2009 o prewfeito fechou uma das melhores escolas da cidade, com 149 anos de funcionamento e todos os 11 vereadores apoiaram cegamente a decisão do prefeito, claro que motivados por relações fisiológicas, que cada um deles sabem bem o que é.

TT - O senhor apoiou o atual prefeito em 2004, quando ainda estava no PT. Em 2008, saiu candidato de oposição pelo PSOL. O que o levou a mudar de posição, de uma eleição para outra? Algo te decepcionou?

Piva: Apoiei e muito me arrependo, pois se transformou num prefeito de negócios nebulosos e que toca a prefeitura da mesma forma como se gerencia uma quadrilha. Esclareço que que rompi com o prefeito já no começo de 2005, quando saí da suplência do vereador Boni em represália por eu ter denunciado o turismo de políticos tamandareenses e na ocasião recebí 4 propostas de cargos para compor o executivo e não tive dúvidas em recusar e assumir meu cargo de professor.

TT - O professor se destacou no município, candidatando-se várias vezes pelo PT (Partido dos Trabalhadores), exerceu mandato inclusive pelo partido. Qual a razão que o levou a desligar-se do partido por qual militou considerável tempo?

Piva: O PT deixou de ser um partido dos trabalhadores e passou a ter uma preocupação em ter o poder, diferente daquilo que construímos na década de 80 e até mesmo a corrupção tomou conta da agremiação, basta observar as grandes somas gastas em campanhas, como bom exemplo é só conferir a milionária campanha de Gleise Hofman e perguntar de onde sai essa dinheirama toda ? Todos sabem muito bem...

TT - Como candidato ao Senado o senhor obteve mais de 34 mil votos, em Almirante Tamandaré 4.200 votos. Foi a votação que esperava obter em sua cidade?

Piva: Não foi o esperado, pois imaginava fazer 10 mil votos no ttotal e 2 mil em Tamandaré, em função do pouco tempo de TV e do custo quase zero da campanha, de modo que fiquei muito feliz e aproveito esse espaço para agradecer aos milhares de paranaenses que me deram o voto.

TT - No PSOL, como candidato ao Senado, o Senhor atraiu a imprensa ao abordar temas polêmicos e também por provocar e colocar os demais candidatos em “saia justa” nos debates. Se for escolhido pelo seu partido como candidato para Prefeito, acha que sua postura numa campanha local deve ter outra estratégia, pouco mais branda? Ou deve usar o mesmo estilo “firme porreta” da eleição de 2010?

Piva: Se for candidato a prefeito vou ter a mesma estratégia de 2010, que é algo que vem sendo acumulado ao longo dos anos, procurando demonstrar que é possível fazer politica com firmeza e com alegria.

TT - Almirante Tamandaré vive o drama de ter quase 80% de seu território em cima do aquífero Karst. Em que isto pode ser um entrave para o crescimento econômico da cidade? E o que pode ou deveria ser feito?

Piva: Para ser objetivo afirmo que o crescimento econômico deve ficar em segundo plano e a defesa da natureza em primeiro lugar. Um exemplo: quando for o prefeito não será aberto loteamento em área do Karst

TT - Na sua opinião qual é o grande desafio do próximo governo municipal?

Piva: Recuperar o tempo perdido nos últimos 15 anos onde a prefeitura se tornou palco de negociatas e maracutaias e fazer as coisas simples que o povo espera.

TT - Que mensagem o senhor deixaria para os leitores de tudotamandare?

Piva: Que é fundamental acreditar na possibilidade que cada pessoa tem de fazer algo que ajude a construir um mundo melhor, mais justo, igualitário e que respeite a natureza. POR FIM, GRATO A toda pessoa que teve paciência para ler essa entrevista.




Segue link com a entrevista: http://tudotamandare.com.br/noticias.php?id=20110303_entrevistas_piva